Cansei de escrever cartas de amor, assim como cansei de dizer o que eu estou e o que eu não estou. Agora o coração vai ficar para depois, porque não quero mais pensar em dois. Andei planejando o futuro. Coloquei meu salto mais alto e meu vestido curto. Mudei de endereço, mudei de nome, mudei meus pensamentos e principalmente meu rumo. Meus sorrisos agora são duradouros. Já não chove mais nos meus olhos.
Hoje escrevi uma dissertação sobre a felicidade e nem se quer passou pela minha cabeça usar a palavra amor, ou seja, ele já não é mais tão persuasivo. Não para mim. Eu tenho preferido a brisa no rosto, a companhia dos livros, o som das músicas e dos pássaros e a atenção dos amigos. Não restrinjo mais minha felicidade a uma coisa só e aprendi a prezar a liberdade, pois como dizia John Lennon: “Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo, livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.”
Não gosto de definições, mas se tivesse que definir o que eu estou sentido agora, com certeza, seria satisfação por não ter ninguém atrapalhando meu caminho, misturada com a sensação de que eu tenho muitas coisas, certas e incertas, pela frente. Essa definição? Na verdade não define nada, porque eu não tenho a mínima idéia de para onde estou indo, mas levo comigo algumas certezas do que eu quero.
Essa não é mais uma carta de amor, porque é hora de ensinar o mundo a ser aprendiz.