segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Sometimes ...


   ...quando estamos sentados sozinhos à beira da calçada, nós distraidamente olhamos para trás e para frente/ para um lado e para o outro. Um deles mostra o caminho pelo qual viemos o outro pelo qual seguiremos. Muitas vezes queremos voltar por onde viemos, porque nos sentimos seguros quando já conhecemos o caminho. Outras vezes, justamente, porque conhecemos o caminho é que não queremos passar nele novamente, pois caminhos errados geram tombos e tombos deixam cicatrizes. Poucos são os que espontaneamente se aventuram pelo caminho novo. Esses são aqueles que, simplesmente, levam a vida. Então pouco importa o caminho. Alguns querem apenas continuar sentados, como se o tempo fosse parar para esperá-los. Esses assistem estaticamente o movimento, nunca participam dele. Outros não conseguem nem se levantar, muito menos escolher seguir ou voltar. Ninguém deve os julgar, todos são fracos um dia, talvez o mínimo seja o máximo possível naquele momento.
            Podemos ficar horas e horas, ali sentados esperando que surja uma luz e nos diga o que fazer. No entanto, não importa o quanto se fica sentado, mas saber esperar o momento certo. Momento certo para quê? Erguer a cabeça e seguir, porque, na verdade, não é uma escolha, é a única opção. Não se pode voltar, o passado é um baú cadeado sem chaves. Não existe direita ou esquerda. Apenas frente. Apenas frente.
Se quisermos podemos parar a qualquer hora, olhar para trás, julgar nossos atos e decisões, mas lembremo-nos que não podemos mudar o que está lá, apenas não fazer de novo ou fazer melhor. Só não demoremos a voltar a seguir. As coisas acontecem enquanto estamos parados.
Não devemos começar de novo sem antes terminar nossa última caminhada. Às vezes é preciso deixar certas coisas irem embora, antes que se comece um novo capítulo. Terminar, encerrar ciclos. Não por incapacidade ou orgulho, mas porque aquilo já não se encaixa mais em nossas vidas.