sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SMILE


Venho adiando o fato de assumir que preciso transformar os sentimentos em palavras para que eles possam ir embora. É, admito que foi dessa forma que, depois daquela queda, aprendi a ajustar as coisas. Algumas pessoas conversam, algumas dançam, algumas cantam, algumas dormem, algumas nem sabem o que fazer, porém eu escrevo.
Todas as manhãs acordo feliz, independente de quantas horas eu durmo. E o melhor da vida é que não sei o motivo e acredito que essa seja a forma mais bela de felicidade: a não necessidade de justificativa. Plantei flores no caminho, fiz corações, tatuei estrelas, amei os sorrisos (como ainda amo), arquitetei meus sonhos. A vida, antes vista e vivida em preto e branco, hoje eu faço questão de colorir todos os dias.
Deixar-se mergulhar nos detalhes, flutuar nos olhares, dormir de cansaço (não mais por fuga), correr atrás das borboletas ou apenas caminhar no jardim. Isso se chama viver, pois quem sabe de fato ‘viver’, o faz sem saber, apenas pelo prazer de deixar-se.
Deixe-se.