Estive caminhando pelas ruas do seu corpo, mas não exatamente como eu queria. É estranho como eu mudo quando estou com você. Sorrisos espontâneos. Escrevi textos sobre muitas pessoas, pessoas que passaram. Você é apenas a nova inspiração. Se vai passar? Provavelmente depende de você. Distraio-me com seu jeito meio menino, meio homem. Quando você fita com olhares malandros me confunde. Será que está decifrando?
Entre conversas confidenciais já revelei o que meus olhos já haviam dito. Não consigo escapar destas coisas de dentro, das paixões momentâneas. Talvez nem queira, faz bem para a alma se deixar levar. Às vezes o momentâneo da origem ao ‘pra sempre’. Será nosso destino? Estamos tão longe, tão perto. As noites têm sido instáveis depois de você. Nos meus sonhos (tão reais) é costume eu te encontrar. Isso me faz um bem quando você me abraça e eu me sinto segura e um mal quando tenho lapsos de ciúmes, saudades, vontades e necessidade de você, mas não quero esse bem com mal e talvez, por isso, faça questão de não te querer por perto, nos meus sonhos, de não querer estar nos teus braços, de me afastar e desviar os nossos caminhos quando te vejo.
Olhos baixos, risos livres, olhares perdidos ou reveladores. É tudo tão inevitável. A primavera está chegando e eu precisando de um novo amor. Poderia ser você. Adoraria ter você ao meu lado. Já faz um tempo que é o que venho desejando. Confessarei que, de todos, você foi o único que imaginei futuramente, mas ainda não sei se isso é bom ou ruim. Não costumo esperar decisões alheias, você tem seu tempo contado e talvez, apenas talvez, tenha privilégios.
Você é recorrente nas minhas palavras, mas eu quero usar o nós.