sexta-feira, 25 de junho de 2010

Das estrelas até o nada é muito longe. Mais longe é até você

Na noite estrelada da praia foi que o vento levou meus pensamentos para o mar. Que pena! Ficaram os sentimentos. Eu me deixei levar embora para outros planetas. Passei ali entre júpiter e saturno e me mandei na imensidão. Descobri lugares incríveis e foi tão bom me ausentar de tudo, principalmente de você. Ninguém sabe, mas eu sonho de olhos abertos. Já sonhei muito e com tantas coisas, mas não se sinta privilegiado porque você não estava em todos.  Para falar a verdade, em quase nenhum.  É. Eu sou mais ‘cabeça’ do que você pensava.
Entre a minha viagem de pensamentos encontrei um planeta bem no infinito, chamado Nada lá tinha de tudo, tudo que não tivesse vida. E foi por lá que me perdi. Andei pelas ruas vazias. Começou a chover e eram pingos de amor. Mas o que o amor fazia perdido no nada? A única coisa que ele poderia fazer: chover. Eu entendi como tudo fazia sentido. As coisas não têm vida porque não tem amor então, ele chove para tentar penetrar nas coisas, mas elas o rejeitam, pois sabem que com a chuva podem vir os raios de ciúmes e os trovões da solidão. E eu achei isso incrível. Mas a verdade é que eu jamais vou querer voltar para aquele nada tão longe e incrível, porque eu não saberia viver sem seres humanos, sem defeitos e sem qualidades, não saberia viver sem você. Porque é o amor que nos motiva. Então, porque você não sai da sua realidade e entra nos meus sonhos? Porém serão apenas sonhos se você deixar. 

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