sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BAÇO


Tão singelas e pequeninas, que podem carregar a intensidade de uma felicidade ou as toneladas de uma dor. Não seria extraordinário encontrar nelas o preto de um luto ou as cores da vida. Cor alguma também é válido. O poder de descer os lábios que seduzem, o poder de embaralhar a mente de quem as sente. Transparecem-se da mesma forma que transparecem o vulnerável.  Não são necessárias para demonstrar sentimentos, são para exacerbá-los.
Matam a sede tanto quanto afogam. Às vezes tão necessárias para um nado. Entretanto quando cansarem seu nadador, serão ofuscadas pelo sorriso, que brota dos sais que em meio à confusão adentraram os lábios de um rosto marejado.
Quem julgará as doces lágrimas?
 - Julgá-las-ei se as encontrar no rosto de uma criança.

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